Uma nova fase para o feminismo

Imagina se a sociedade contemporânea fosse matriarcal?


Seriam cometidos os mesmos abusos e desajustes que vemos hoje como herança da sociedade patriarcal?


Na minha opinião, sim. Porque estaria da mesma forma pautada no paradigma de poder, autoridade e competição.


Vi um filme na Netflix "Não sou um homem fácil" que ilustra de uma forma tragicômica como seria essa sociedade contemporânea matriarcal.


Isso não quer dizer que sou contra o movimento feminista, pelo contrário, entendo que foi nossa possibilidade de reação, em alguns momentos da história foi preciso gritar e lutar para podermos ser ouvidas. Mas chegou a hora de despertarmos para a consciência da unidade e do equilíbrio entre nossas polaridades masculina e feminina de uma forma mais empática e construtiva.


Todo o movimento feminista que emergiu no último século foi importante para impulsionar a mudança, mas podemos ir além. Isto porque muitas das emoções que dão origem a isto tudo vem de um estado interno de muita injustiça, dominação e até de vingança.



Precisamos acessar o contexto histórico. Antes do patriarcado, milênios atrás, as mulheres eram muito valorizadas, tratadas como sacerdotisas, tinham conexão com forças da natureza, com a criação da vida, e esta sabedoria era percebida e valorizada na sociedade, sendo relatadas culturas baseadas num modelo matricial.


Linda essa palavra, deixo aqui a descrição desse conceito nas palavras de Humberto Maturana: “a expressão “matrística” é aqui usada para designar uma cultura na qual homens e mulheres podem participar de um modo de vida centrado em uma cooperação não-hierárquica. Tal ocorre precisamente porque a figura feminina representa a consciência não-hierárquica do mundo natural a que nós, seres humanos, pertencemos, numa relação de participação e confiança, e não de controle e autoridade, e na qual a vida cotidiana é vivida numa coerência não-hierárquica com todos os seres vivos.”


Nesse ensaio extenso, denso, mas incrivelmente esclarecedor sobre o assunto, ele expõe sua teoria e semeia a construção de uma cultura não baseada no paradigma de poder. Também adverte, esta jornada se dá na emocionalidade de cada indivíduo.

Podemos voltar um pouco mais no tempo, na época da 1ª revolução agrícola no período neolítico (10 mil a.C. a 3 mil a.C.) quando o homo sapiens deixou de se basear numa atividade caçadora-coletora na qual se movia acompanhando rebanhos e as safras de vegetais em cada estação, sem dominá-los, viviam numa interação sistêmica com tudo e todos. Com a revolução agrícola iniciou-se o domínio sobre o processo de plantar e sobre os animais. Assim começaram os movimentos de posse e territorialização, começaram a se formar núcleos familiares, e o desenvolvimento psico-emocional refletia essa transformação, os sentimentos de poder e competição foram ganhando formato nas relações. Esse foi o terreno que fomentou o patriarcado.


De lá pra cá essa emocionalidade impulsionou e moldou nosso desenvolvimento como sociedade. Estamos colhemos as consequências do desequilíbrio causado pelo patriarcado, todos nós, homens e mulheres, fomos podados na nossa essência que é um movimento perfeito entre a energia do feminino e do masculino. Enquanto não expandirmos a consciência para a unidade que somos, vamos ficar competindo e não cooperando.



Por isso esse movimento contemporâneo para o despertar do sagrado feminino e masculino é tão importante. E reitero Maturana, isso é um trabalho interno de cada um. É homem? É mulher? Então tem aspectos psico-emocionais para curar, não nascemos sozinhos, nascemos com todo esse histórico no nosso ser.


Como entusiasta do autoconhecimento, sugiro muito que façam essas reflexões:


* Como foram as dinâmicas entre homens e mulheres dos seus antepassados?

Quem tem avós e tios-avôs vivos, não percam a oportunidade de levantar isso. Além de ser esclarecedor, tive a linda surpresa de ver curas muito profundas acontecendo neles só na recordação e reconto de situações e de pessoas.


*Como eu me sinto em relação aos homens e mulheres da minha vida?

Tente identificar padrões comportamentais, sensações e emoções bloqueadas.


Pode ser tudo muito profundo, para mim tem sido uma cura muito importante e libertadora. Por isso não posso deixar de falar que temos muitas opções de terapias para facilitar esse caminho. Já fiz várias, desde renascimento, análise transgeracional, constelação familiar, muitos processos de meditação e muito Thetahealing®. Esta é a terapia que trabalho hoje em dia, nela acessamos o campo quântico onde estão todas nossas informações, de uma forma assertiva e amorosa alcançamos esses traumas e crenças profundos e ancestrais, dissolvendo e transmutando para padrões positivos.


Hoje temos muito acesso à trabalhos e grupos de resgate do feminino, mas também tem muitos homens trabalhando com o sagrado masculino, ressignificando padrões, a sexualidade e o contato com as emoções. Vou deixar umas dicas de instagrans aqui: @sagrado.masculino, @prazerele e @papodehomem.


Vamos nos curar para o amor fluir! ❤️

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